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MÁRCIO MATTOS.

Professor da USP cria pombo-correio em casa na Vila Seixas
"Sônia", "Marília" e "José" são pombos campeões.

 

Márcio Mattos criador de pombo correio de Ribeirão Preto-SP

 

O POMBAL O columbófilo Márcio Borges de Oliveira e o local onde mantém os pombos
Sônia, Marília e José perceberam que o outono chegou. Para eles, o frescor da nova estação significa aventuras em forma de competição, muita competição. Mesmo assim, Sônia e Marília continuam calmas, serenas. Mas José está ansioso, fogoso demais. Sônia, 12 anos; Marília, 8 anos; e José, 12, são pombos-correio. 
Em comum, uma característica: são campeões. Nos próximos dias, quando os treinos se intensificarem, eles vão ter o comportamento mudado pelo seu treinador e dono. Sônia e Marília devem tornar-se nervosas, irriquietas. Ao contrário, José deverá ficar bem calmo. Então, eles estarão aptos para competir. E ganhar medalhas.

200 pombos

Sônia, Marília e José são três dos 80 pombos adultos do professor de Administração da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP-RP, o columbófilo Márcio Mattos Borges de Oliveira, 50 anos. Eles levam os nomes da mulher, filhas e pai de Márcio.
Mesmo campeões, são modestos. Dividem numa boa, com outros 120 filhotes, o pombal no fundo de uma residência quase no fim da rua Américo Brasiliense, Vila Seixas.
Os filhotes, com média de cinco meses, são soltos diariamente para voos de trinta a quarenta minutos. Estão em constante treinamento. Vão até Bonfim Paulista, dão voltas sobre o bosque Fábio Barreto, passam pelo Jardim Macedo, avançam pela Ribeirânia e sobrevoam a casa onde vivem.


O bambu

Um longo bambu, com tiras coloridas de plásticos nas pontas, indica se eles devem ou não recolher-se. Bambu à mostra significa que não tem comida. Então, eles continuam voando. 
Quanto o bambu é retirado, as aves pousam. Às vezes vão direto para o banho. Mas geralmente cada um ocupa sua casa de 70 por 60 cm e 40 cm de altura e, durante cinco minutos, comem o que podem: milho, ervilha, soja, girassol, lentilhas, sementes de nabo, linhaça, painço (espécie de alpiste) e ração. Quando estão com o papo cheio, a comida é retirada. 
E a única refeição do dia dos pombos de Márcio. A farta comida é servida depois de voos. É a recíproca: voar para comer. Comer para voar.
Eles também são sistematicamente pulverizados e tomam remédios para evitar a ação de parasitas. A despesa só com alimentação fica em torno de R$ 600 por mês. Isso sem falar nos deslocamentos para os treinos e provas além de outras despesas. É preciso ter uma boa caminhonete cabine dupla para se tornar columbófilo. Mas isso nada significa diante do prazer de criar um pombo-correio.

*Jornal A Cidade Ribeirão Preto, 07 de Maio de 2010